Danças Circulares, ou Danças dos
Povos
Estes são os nomes
que definem um trabalho ímpar, desenvolvido no Brasil desde 1984 e que vem se
espalhando com muita força em todos os estados e segmentos deste grande país.
Origem
O movimento
intitulado Danças Circulares Sagradas nasceu com o coreógrafo alemão/polonês
Bernhard Wosien quando, em 1976, visitou a Comunidade de Findhorn, no norte da
Escócia e pôde ensinar, pela primeira vez, uma coletânea de Danças Folclóricas
para os residentes.
De Findhorn até os
dias atuais é notável a expansão das Danças Circulares, que no início da década
de 90, chegaram ao Brasil e se espalharam formando rodas em parques, escolas,
universidades, hospitais, órgãos públicos, ongs, instituições e empresas dos
mais variados segmentos.
É importante lembrar
que em todas as tribos e em todas as épocas a Dança Sagrada fez parte dos
rituais de suas comunidades. O círculo, símbolo universal, tendo como centro
muitas vezes o fogo ou objetos sagrados como talismãs e flores, representava o
espaço da comunidade para celebrar rituais de passagem como nascimento,
casamento, morte e outros momentos importantes da vida humana.
A Dança Circular
Sagrada não é, portanto, uma invenção dos tempos modernos. Pelo contrário, é
apenas o resgate de uma prática ancestral muito antiga e profunda, vestida para
os tempos atuais.
Passo a Passo
A dinâmica das Danças
Circulares Sagradas é simples. Ensina-se o passo, treina-se em roda, depois
dança-se a música e aos poucos as pessoas começam a internalizar os movimentos,
liberar a mente, o coração, o corpo e o espírito.
As danças podem ser
simples e de fácil aprendizado, não tendo necessidade de experiência anterior
para participar desses círculos. Ou podem ser danças mais sofisticadas, para
quem já dança há mais tempo. As músicas escolhidas são de todos os países e as
danças podem ser tradicionais, regionais, folclóricas ou contemporâneas.
Experimentar as
músicas, os gestos, os ritmos e os passos dos diversos povos, apoiando e sendo
apoiado pela roda, faz com que os dançantes entrem quase que imediatamente em um
campo novo de aprendizagem, inspirador e desafiador, conectando as pessoas de
forma harmoniosa. É também um convite para conhecer, através do ritmo, melodia
e movimentos, a expressão de outra cultura, com seus gestos, posturas e
história. Naturalmente, o simples ato de dançar junto aproxima fronteiras,
estimulando os integrantes da roda a respeitar, aceitar e honrar as
diversidades.
Propósito
O principal enfoque
na Dança Circular Sagrada não é a técnica e sim o sentimento de união de grupo,
o espírito comunitário que se instala a partir do momento em que todos, de mãos
dadas, apoiam e auxiliam os companheiros. Assim, ela é indicada para pessoas de
qualquer idade, raça ou profissão, auxiliando o indivíduo a tomar consciência
de seu corpo físico, acalmar seu emocional, trabalhar sua concentração e
memória e, principalmente, entrar em contato com uma linguagem simbólica, que
embora acessível a qualquer um, não é utilizada no dia a dia.
Aplicabilidade
A Dança
Circular é cooperativa por natureza. Assim, nos tempos atuais, quando as
pessoas estão buscando caminhos para harmonizar as diferenças, este tipo de
proposta cai como uma luva por sua simplicidade e profundidade. Em roda, de
mãos dadas, olhos nos olhos, o resgate das danças folclóricas traz a
ancestralidade à flor da pele e conecta cores, raças, tempos e espaços,
acessando outros níveis de consciência e percepção. Esta prática prepara o ser
humano para uma nova etapa da humanidade, onde harmonia e paz serão reflexos de
atitudes de cooperação e comunhão.
Por todas estas
razões, a aplicabilidade das Danças Circulares Sagradas não tem limite.
Especialmente no Brasil, ela está sendo vivida nos mais diferentes espaços de
convivência: empresas, presídios, escolas, instituições, órgãos públicos,
hospitais, abrigos e qualquer lugar que tenha seres humanos precisando de paz,
calor humano, amor e compaixão.
É assim mesmo que
acontece com quem entra na roda. O caminho para descobrir é simples: entre na
roda e viva esse sabor.
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