sexta-feira, 28 de agosto de 2015



Somos  todos Inspetores!
Somos uma página criada com o objetivo de apresentar a inspeção escolar e o seu papel, discutindo a sua atuação na atualidade e a sua importância na qualidade do ensino das escolas públicas mineiras.Faça-nos uma visita!

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sábado, 15 de agosto de 2015

Luiz Melodia e Escola de Música da Rocinha - Cruel

EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM EDUCAÇÃO
Como a inovação desafia sistemas e modelos tradicionais de educação na prática? O InnoveEdu apresenta 96 experiências espalhadas pelo mundo que traduzem cinco importantes tendências capazes de tornar o aprendizado significativo e conectado com as demandas do século 21.

domingo, 9 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015



Por que comprar no mercadinho da esquina.

Comprar uma cerveja na esquina de casa ou almoçar por 15 reais em um restaurante do seu bairro tem um valor que vai além de apenas suprir suas necessidades. Esse é o conceito do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) ao elaborar o "Movimento Compre do Pequeno Negócio", lançado nesta quarta-feira 5.
A reportagem é de Felipe Campos Mello, publicada por CartaCapital, 07-08-2015.
“Ele é perto da sua casa, o dinheiro fica no seu bairro e gera empregos. É o motor da economia e, quando analisado o conjunto, possui uma amplitude econômica importantíssima.”, explica Luiz Barretto, Presidente da entidade. Para ele, a concepção de pequeno negócio ainda é muito vaga para sociedade brasileira.
“A ideia é juntar um ato de cidadania com um ato de mercado, que faça o consumidor entender porque é importante comprar de uma pequena empresa”, afirmou Barretto.
O quadro maior do setor dá uma dimensão mais ampla do conceito da campanha: mais de 17 milhões de brasileiros vivem com carteira assinada por uma pequena empresa, e o setor responde a 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Em São Paulo, já são mais de 2,7 milhões de micro e pequenas empresas. 
Crise econômica
Paulo Solmucci, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (entidade que também apoia a medida), falou sobre o momento econômico do país: “evidentemente a crise existe. Em alguns segmentos e localidades, ela é muito intensa, mas quando você olha o Brasil como um todo, ela não tem a força que os jornais falam. A grande maioria do nosso setor, os pequenos estabelecimentos, estão crescendo até 15 %.”
A opinião converge com a análise de Barretto, presidente do Sebrae. Para ele, o momento é de crise mas também de oportunidade. “Nós vivemos um ano de ajuste, de dificuldade, mas a pequena empresa continua gerando emprego. O saldo do primeiro semestre de 2015 é positivo, entre janeiro e 31 de junho foram geradas 116 mil vagas, muito mais do que as médias e grandes empresas. Estas, por sua vez, apresentaram um saldo negativo em torno de 450 mil vagas."
A presidenta da Associação Brasileira de Franchising, Maria Cristina Franco, seguiu na mesma linha: afirmou que ofranchising, presente em 37% dos municípios brasileiros, fechará o ano de 2015 com um crescimento entre 7,5% a 9%.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/545482-por-que-comprar-no-mercadinho-da-esquina#.VcYVoopPmgM.facebook


domingo, 2 de agosto de 2015


Sabedoria, por Rubem Alves
Segundo Nietzsche, a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que a nossa alegria aumente. As crianças não vêem “a fim de”. Seu olhar não tem nenhum objetivo prático. Vêem porque é divertido ver.
Educar é mostrar a vida a quem ainda não viu. O educador diz:”Veja!” – e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. O seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente. E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre Psicologia da Educação, Sociologia da Educação, Filosofia da Educação, Didática – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar, ou à importância do olhar na Educação, em qualquer um deles.
A palavra amor se tornou maldita entre os educadores. Envergonham-se de que a Educação seja coisa do amor – piegas. Mas o amor – Platão, Nietzsche e Freud o sabiam – nada tem de piegas. O amor marca o impreciso e forte círculo de prazer que liga os corpos aos objetos. Sem o amor tudo nos seria indiferente – indigno de ser aprendido, inclusive a ciência. Não teríamos sentido de direção ou não teríamos prioridades.
Prova de inteligência não é possuir todas as ferramentas. É possuir as ferramentas de que se vai necessitar. Sabedoria oriental: “O tolo soma ferramentas. O sábio diminui as ferramentas.” O importante não é ter. É saber onde encontrar.
A Educação se divide em duas partes: Educação das habilidades e Educação da sensibilidade. Sem a educação da sensibilidade, todas as habilidades são tolas e sem sentido.
Os saberes – que os professores ensinam – nos dão meios para viver.
Os sabores – que os educadores despertam – nos dão razões para viver.
Nunca houve tanta possibilidade de felicidade quanto agora. Aquilo que já sabemos chega para a gente fazer um paraíso na terra. E por que é que não o fazemos? Porque o conhecimento não basta. Sabedoria não se consegue com a soma de conhecimentos.
“Formatura”: “formar” é colocar na fôrma, fechar. Um ser humano “formado” é um ser humano fechado, emburrecido. Educar é abrir. Educar é “desformar”. Uma festa de “desformatura”…
Educação não é a transmissão de uma soma de conhecimentos. Conhecimentos podem ser mortos e inertes: uma carga que se carrega sem saber sua utilidade e sem que ela dê alegria. Educar é ensinar a pensar, isto é, brincar com os conhecimentos.
A memória não carrega peso inútil em suas malas. Viaja leve. Leva sempre duas malas. Numa, estão os objetos úteis. Noutra, estão os objetos que dão prazer.
Se o conhecimento científico fosse condição para se fazer amor, os professores de anatomia seriam amantes insuperáveis. Se o conhecimento acadêmico de gramática fosse condição para se fazer literatura, os gramáticos seriam escritores insuperáveis.
Texto de Rubem Alves.

sábado, 1 de agosto de 2015




Não existe, nas ações do Ministério da Educação, algo que se possa chamar 
“ideologia de gênero”. O que temos é uma realidade: jovens que em torno dos 14 
anos, uns antes outros depois, percebem transformações no seu corpo e o 
surgimento da questão sexual. Elas e eles se descobrem de formas bem 
diferentes. A grande maioria será heterossexual, mas há uma minoria que será 
homossexual e alguns se descobrirão transexuais.
Mas os números não importam – a não ser para indicar que as diferentes formas 
de viver a sexualidade são uma realidade que se impõe a todos nós. O que 
importa, então, é que todas as pessoas devem ser respeitadas em sua orientação 
sexual, excluída toda forma de abuso. Não se pode impor a alguém uma conduta 
sexual que não seja a sua. Não se pode induzir um heterossexual a se comportar 
como homossexual, nem o contrário. O máximo que se consegue, após muita 
pressão, é fazer a pessoa recalcar o desejo que sente. O que somente gera 
problemas adicionais, para ela e seu entorno.
A escola tem de ser acolhedora na diversidade de modos de ser que há no mundo, 
e isso inclui a diversidade religiosa, étnica, cultural, sexual e de gênero. Sexo é 
apenas um exemplo entre muitos outros, e deve ser discutido à luz do 
conhecimento científico. Na verdade, quando não se trata do sexo na sala de aula, 
o resultado é aumentar a gravidez na adolescência, crescerem as doenças 
venéreas, ocorrer o abuso sexual. Quanto menos se fala de sexo de forma 
científica, mais os adolescentes tratam dele por sua conta, inclusive nas 
plataformas sociais.
Algumas pessoas dizem que cabe apenas à família abordar este assunto. É 
evidente que a família deve educar seus filhos, inclusive falando de sexo e de 
amor. Mas isso não implica proibir a discussão do sexo na escola. Repito: o preço 
do silêncio sobre o sexo é a adolescente grávida, a jovem abusada sexualmente, 
doença venérea, inclusive a letal AIDS, ceifando vidas de rapazes e moças. 
Finalmente: em 2014, no dia 22 de abril, a Câmara dos Deputados modificou o 
texto do Plano Nacional de Educação. O texto original dizia: “São diretrizes do 
PNE a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da 
igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. O novo texto diz que 
um dos objetivos do PNE é a “erradicação de todas as formas de discriminação”. 
Isso, para mostrar que temos um Plano Nacional de Educação comprometido com 
a erradicação de TODAS as formas de discriminação – o que inclui, entre os 
comportamentos a serem corrigidos, o machismo e a homofobia, que são formas 
de discriminação.